quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Broken love

  Já aconteceu à tanto tempo, mas parece que foi ontem… Ainda te lembras como o início do fim aconteceu? Aquelas palavras duras, que te fazem pensar se o seu coração é feito de pedra fria, pois a simplicidade e a calma com que ele/ela acabou tudo foi algo tão tremendo que te abalou por dentro como se um Tsunami embatesse num tornado, e isso tudo apenas dentro do teu peito. Ainda te lembras do que sentiste quando derramastes a primeira lágrima? Ou aquele momento que nem falar tu conseguistes e não saberias se irias ficar zangado/a ou tão desesperado/a ao ponto de implorar para que essa pessoa não te deixasse? E também te lembras de quando te deitastes na cama, com esperança que tudo isso te fosse apenas um sonho, mas na manhã seguinte acordastes somente para encarar a dura realidade de que tudo isso foi real.
  Ainda hoje não consegues meter na cabeça como tudo aquilo aconteceu, o desenrolar da conversa, a frieza das suas palavras, ainda hoje não consegues acreditar que tudo acabou. Mas o problema nem foi o fim do namoro, mas sim como terminou, com tantas perguntas por responder. Se ainda houvesse um motivo… Mas é impossível seguir em frente se nem sabes o porquê de tal decisão.
  Já passaram dias, semana ou meses e a dor ainda te persegue, tentas esconder e guardar só para ti, ao pé dos teus amigos “pões a máscara” mas de noite quando ficas sozinha/o no teu quarto, só deus sabe o que sentes ou no que pensas. Tentas sempre não preocupar aqueles que se preocupam contigo, pois não queres que eles fiquem mal com os teus problemas.
  Depois de tanto tempo, tu ainda não sabes o que fazer. Se hás-de seguir em frente ou guardar a esperança de um dia tudo voltar ao que era. Tu queres continuar, tu até tentas com alguém mas no fim só chegas á conclusão que não vai dar, pois não podes brincar assim com os sentimentos de alguém como outrora tinham brincaram com os teus. Quando isso acontece, tu imaginas logo dentro da tua cabeça como seria a tua vida ao lado dessa nova pessoa, será que iriam ser felizes, ter uma família, crianças, casa, carro, cão, será que iriam envelhecer juntos? Mas sabes que tudo isso não passa de meros pensamentos que sabes que jamais se vão concretiza, se continuares presa ao passado.
  Vai chegar um dia em que tu vais olhar para trás e perceber uma coisa, bem simples. Deixa-me explicar-te com um exemplo… Quando somos crianças e temos um brinquedo do qual gostamos muito, o nosso preferido, e por algum motivo o perdemos ou o estragamos, nós pedimos logo aos nossos pais para nos darem outro, mas esse é o problema. Ficamos sem esse brinquedo e logo de seguida recebemos outro. Mas se em vez de receber logo outro, se primeiro, habituarmos-nos à ideia de não ter nenhum brinquedo, de crescer sem ele, de aprender a viver sem a sua presença? Eventualmente recebemos outro brinquedo, depois de tudo o que passamos, ficaremos sempre com essa experiência marcada, apesar de termos ficado sem o nosso brinquedo preferido, aprendo-mos a lidar com a perda dele, e conseguimos, e a recompensa desse esforço foi um novo brinquedo, que podemos ainda gostar mais. E quando esse dia chegar, quando aprenderes a viver sem o “brinquedo”, vais ver que tudo será mais fácil. Em vez de tentares encontrar logo outra pessoa, aprende primeiro a viver sem ninguém, pois tu és a pessoa mais importante. Tens de deixar de te enganar a ti própria e encarar a realidade de que talvez nunca mais possa tudo a voltar a ser como era.
   O mar é algo inexplicável, mas ao mesmo tempo é algo simples… Sim, sei que é confuso, mas o problema não é o amor, mas sim a forma como tu o encaras. Existem dois tipos de amor o amor possessivo e o amor verdadeiro. O amor possessivo é quando tu gostas de alguma coisa, e não vês mais nada à tua frente a não ser isso, apesar de todos os problemas que essa coisa possa ter ou defeitos, as pessoas, os teus amigos e familiares, tu não vês mais nada à frente.
Podes ter ignorado sem saberes todos os seus problemas só vias o teu lado e só a querias para ti, não a deixavas fazer as suas decisões e querias aquela coisa só para ti, não poder estar com mais ninguém sem ser contigo. Provavelmente quando ela precisou mais de ti, tu não destes a devida atenção pois estavas mais preocupado/a em fazer tudo para essa coisa não partir. E depois à amor verdadeiro, o amor que se pode considerar um amor livre, sim queres aquela coisa para ti, gostas dela como tudo, mas também tens em mente que as decisões dela só as mais importantes, em vez de a apertares com as duas mão como no amor possessivo, dar-lhe colo, mas sempre deixando-a ir quando ela assim decidisse. A felicidade às vezes está onde nós menos esperamos, e se essa pessoa quiser ser feliz contigo muito bem, mas se quiser ser com outra pessoa, então que o seja, desde que ela seja feliz, tu também o serás. E isso é o amor verdadeiro, tentar fazer uma pessoa feliz, mas sempre pronto a deixa-la partir, se isso significar a sua felicidade.
Às vezes o amor é impossível, mas podemos sempre dar um jeito às coisas, mesmo que não se possa estar juntos, podemos sempre fazer algo, para que a outra pessoa se sinta bem, como por exemplo este conto, que é a história do Sol e da Lua: Quando a lua foi criada o sol, apaixonou-se logo no primeiro instante em que olhou para ela… ele tentou e tentou falar com ela, mas a lua era triste e solitária sem brilho sem auto-estima. Então o sol fez um acordo, que ele iluminaria todas as noites a lua para que ela pudesse brilhar e ganhar auto-estima, mas se fizesse isso ela nunca o iria ver nem saber da sua existência, pois ela passaria de noite e ele de dia. Então o sol decidiu optar pela felicidade da lua, e aceitou a proposta. Apesar de o sol saber que a sua amada o poderia jamais ver, ele preferiu a felicidade dela e vê-la feliz para ele foi mais do que alguma vez poderia pedir.
E o amor é isto, deixar a outra pessoa ser feliz, mesmo que não seja connosco, pois um dia o amor verdadeiro vai voltar, mesmo não sendo com a mesma pessoa mas vai voltar isso eu vos garanto.

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