Já aconteceu à tanto tempo, mas parece que
foi ontem… Ainda te lembras como o início do fim aconteceu? Aquelas palavras
duras, que te fazem pensar se o seu coração é feito de pedra fria, pois a simplicidade
e a calma com que ele/ela acabou tudo foi algo tão tremendo que te abalou por
dentro como se um Tsunami embatesse num tornado, e isso tudo apenas dentro do
teu peito. Ainda te lembras do que sentiste quando derramastes a primeira
lágrima? Ou aquele momento que nem falar tu conseguistes e não saberias se
irias ficar zangado/a ou tão desesperado/a ao ponto de implorar para que essa
pessoa não te deixasse? E também te lembras de quando te deitastes na cama, com
esperança que tudo isso te fosse apenas um sonho, mas na manhã seguinte
acordastes somente para encarar a dura realidade de que tudo isso foi real.
Ainda hoje não consegues meter na
cabeça como tudo aquilo aconteceu, o desenrolar da conversa, a frieza das suas
palavras, ainda hoje não consegues acreditar que tudo acabou. Mas o problema
nem foi o fim do namoro, mas sim como terminou, com tantas perguntas por
responder. Se ainda houvesse um motivo… Mas é impossível seguir em frente se
nem sabes o porquê de tal decisão.
Já passaram dias, semana ou meses e a
dor ainda te persegue, tentas esconder e guardar só para ti, ao pé dos teus
amigos “pões a máscara” mas de noite quando ficas sozinha/o no teu quarto, só
deus sabe o que sentes ou no que pensas. Tentas sempre não preocupar aqueles
que se preocupam contigo, pois não queres que eles fiquem mal com os teus
problemas.
Depois de tanto tempo, tu ainda não
sabes o que fazer. Se hás-de seguir em frente ou guardar a esperança de um dia
tudo voltar ao que era. Tu queres continuar, tu até tentas com alguém mas no
fim só chegas á conclusão que não vai dar, pois não podes brincar assim com os sentimentos
de alguém como outrora tinham brincaram com os teus. Quando isso acontece, tu
imaginas logo dentro da tua cabeça como seria a tua vida ao lado dessa nova
pessoa, será que iriam ser felizes, ter uma família, crianças, casa, carro,
cão, será que iriam envelhecer juntos? Mas sabes que tudo isso não passa de
meros pensamentos que sabes que jamais se vão concretiza, se continuares presa
ao passado.
Vai chegar um dia em que tu vais olhar
para trás e perceber uma coisa, bem simples. Deixa-me explicar-te com um
exemplo… Quando somos crianças e temos um brinquedo do qual gostamos muito, o
nosso preferido, e por algum motivo o perdemos ou o estragamos, nós pedimos
logo aos nossos pais para nos darem outro, mas esse é o problema. Ficamos sem
esse brinquedo e logo de seguida recebemos outro. Mas se em vez de receber logo
outro, se primeiro, habituarmos-nos à ideia de não ter nenhum brinquedo, de
crescer sem ele, de aprender a viver sem a sua presença? Eventualmente
recebemos outro brinquedo, depois de tudo o que passamos, ficaremos sempre com
essa experiência marcada, apesar de termos ficado sem o nosso brinquedo
preferido, aprendo-mos a lidar com a perda dele, e conseguimos, e a recompensa
desse esforço foi um novo brinquedo, que podemos ainda gostar mais. E quando
esse dia chegar, quando aprenderes a viver sem o “brinquedo”, vais ver que tudo
será mais fácil. Em vez de tentares encontrar logo outra pessoa, aprende
primeiro a viver sem ninguém, pois tu és a pessoa mais importante. Tens de
deixar de te enganar a ti própria e encarar a realidade de que talvez nunca
mais possa tudo a voltar a ser como era.
O mar é algo inexplicável, mas ao
mesmo tempo é algo simples… Sim, sei que é confuso, mas o problema não é o
amor, mas sim a forma como tu o encaras. Existem dois tipos de amor o amor
possessivo e o amor verdadeiro. O amor possessivo é quando tu gostas de alguma
coisa, e não vês mais nada à tua frente a não ser isso, apesar de todos os
problemas que essa coisa possa ter ou defeitos, as pessoas, os teus amigos e
familiares, tu não vês mais nada à frente.
Podes ter ignorado sem saberes todos os seus problemas só vias o teu lado e só
a querias para ti, não a deixavas fazer as suas decisões e querias aquela coisa
só para ti, não poder estar com mais ninguém sem ser contigo. Provavelmente
quando ela precisou mais de ti, tu não destes a devida atenção pois estavas
mais preocupado/a em fazer tudo para essa coisa não partir. E depois à amor
verdadeiro, o amor que se pode considerar um amor livre, sim queres aquela
coisa para ti, gostas dela como tudo, mas também tens em mente que as decisões
dela só as mais importantes, em vez de a apertares com as duas mão como no amor
possessivo, dar-lhe colo, mas sempre deixando-a ir quando ela assim decidisse.
A felicidade às vezes está onde nós menos esperamos, e se essa pessoa quiser
ser feliz contigo muito bem, mas se quiser ser com outra pessoa, então que o
seja, desde que ela seja feliz, tu também o serás. E isso é o amor verdadeiro,
tentar fazer uma pessoa feliz, mas sempre pronto a deixa-la partir, se isso significar
a sua felicidade.
Às vezes o amor é impossível, mas podemos sempre dar um jeito às coisas, mesmo
que não se possa estar juntos, podemos sempre fazer algo, para que a outra
pessoa se sinta bem, como por exemplo este conto, que é a história do Sol e da
Lua: Quando a lua foi criada o sol, apaixonou-se logo no primeiro instante em
que olhou para ela… ele tentou e tentou falar com ela, mas a lua era triste e
solitária sem brilho sem auto-estima. Então o sol fez um acordo, que ele
iluminaria todas as noites a lua para que ela pudesse brilhar e ganhar auto-estima,
mas se fizesse isso ela nunca o iria ver nem saber da sua existência, pois ela
passaria de noite e ele de dia. Então o sol decidiu optar pela felicidade da
lua, e aceitou a proposta. Apesar de o sol saber que a sua amada o poderia
jamais ver, ele preferiu a felicidade dela e vê-la feliz para ele foi mais do
que alguma vez poderia pedir.
E o amor é isto, deixar a outra pessoa ser feliz, mesmo que não seja connosco,
pois um dia o amor verdadeiro vai voltar, mesmo não sendo com a mesma pessoa
mas vai voltar isso eu vos garanto.
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